Ai como é bom perder um pouco do controle, da seriedade e da falta excessiva dela vez ou outra. Dez e quarenta e dois da noite, trocando a Tela Quente animada por músicas cansadas em caixinhas cansadas, um pedaço de papel e uma caneta BIC, toda boba e corroída por saudade paralítica.
Era o que eu precisava: um ombro gostoso pra eu poder encostar a cabeça nas tardes de domingo. E que ombro gostoso! Ombro que não se acha jogado por aí, tão seguro e macio que eu chego a desacreditar.
A sensação de ser conquistada cada dia mais entorpece meu coração; Me sinto com 15 anos, me apaixonando pela primeira vez, com frio na barriga, nervosismo barato e com sinceridade nos atos.
As vezes a gente perde muito tempo procurando a chave, quando a porta esteve sempre ali, escancarada.
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