Arrependimento do não feito, já sentiu? E arrependimento do arrependido no dia seguinte, já?
Isso sempre acontece comigo. Crio quatrocentas expectativas, me empolgo, vivo tudo em mente, no outro dia me acabo de tanto rir. Do não feito. E também do feito vai!
Sempre pensei que o arrependimento não deveria existir e sim uma lição. Fiz? Fiz! Não fiz? Ferrou! Se tivesse feito? Sorte que não fiz. Ou mesmo um “nunca mais”, ou ainda um: “Se Deus quiser, amanhã eu repito!”.
Hoje eu acredito que não passa de covardia deixar de fazer o que se tem vontade por medo. Tentar não custa nada. Quebrar a cara menos ainda. Doer dói, mas é assim que funciona o sistema (aquele nervoso sabe?). Ainda assim, o prazer da conquista não tem preço.
Esquece vai!
Hoje eu acredito que eu quero uma cervejinha. E acredito também, que deixar de fazer o que se tem vontade por medo é covardia. Beber a minha cerveja não custa nada. Ir até a geladeira buscá-la, menos ainda. Doer a cabeça amanhã, que venha a dor. Mas é assim que funciona o sistema (aquele que pode ficar mais sereno sabe?) Ainda assim, o prazer dum sono tranqüilo essa noite, não tem preço.
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