Às vezes é na rua mesmo, numa volta pela praça no fim da tarde, fumando um cigarro, assobiando com uma mão no bolso da blusa - ou olhando o nada; uma coisa estranha começa a apertar o estômago vai pra o peito e beira a agonia fina e descomprometida, uma vontade de abandonar o barco, pegar um avião, sem rumo, sem lenço, sem nada; de repente é tudo ao mesmo tempo, as sensações costeiam os sentidos acionados.
É quando sei que não adianta muita coisa. Olhar para os lados, para o céu, contar os postes, controlar os pensamentos; Você vai surgir de algum lugar e eu vou ficar quase paralisada, embriagada com a sua presença, seu sorriso, quase em câmera lenta, seus dentes claros que não fumam (ao contrario dos meus), seus olhos que por vezes, ficam mais claros ao sol, revelam um castanho misterioso e suave. Ainda não progredindo, percebo que um sujeito que pelo jeito não entende nada de amor está atento à situação, me censurando com o olhar.
Necessito de um café, preciso engolir um cigarro, preciso sumir!
A sensação diminui aos poucos e percebo que você se distância do meu espírito e que isso é bom, pois poderei continuar andando, poderei procurar você, poderei ir a sua casa e não tocar a campainha, sentir a brisa distante e triste. Assumir o controle, imaginar o que poderia ter dito, feito, tudo dentro da insanidade sã dos meus fundamentos imaginários.
Não lhe encontrar é a minha forma de continuar amando, no controle.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
No Controle
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Um comentário:
"Não lhe encontrar é a minha forma de continuar amando, no controle."
gostei :)
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