Acho que o que mais me atinge é o fato de não poder ter a sua companhia, ou melhor, ter você como testemunha das minhas vitórias, das derrotas e das minhas alegrias. Não ter você para combinar e se perder comigo numas 3 horas de cerveja no boteco só para decidir o que fazer no próximo feriado prolongado.
É tão estranho ter que fugir de você, me esconder de você atrás de uma prateleira de massa de tomate no supermercado antes que você me veja e me olhe com aqueles olhos medrosos e com esse ar ridículo que você veio a criar, só pra me privar do desconforto de te ter tão perto e não poder te abraçar. Eu te conheço tanto. Às vezes fico a me lembrar das suas manias, das suas pintinhas lindas, do seu jeito de me abraçar, de me olhar, do jeito que me dava beijinho na testa, e até mesmo o jeito como brigava comigo por coisas fúteis, que em 10 minutos já era o passado e então eu mais uma vez estava em seus braços, me sentindo a mulher mais segura do universo.
Contudo, você fez parte da minha vida, me fez crescer, me fez rir, me fez te amar. E se o fim chegou, nós sabemos que não foi por desrespeito, e muito menos por traição e falta de lealdade. O fim é só conseqüência.
E é desse jeito, na loucura e vendo aquela pessoa que um dia adoramos ter visto dormir, ir embora. Às vezes nem ir pra tão longe assim, mas parar nos braços e nas graças de outra pessoa bem perto de você.
Querer te amar pra sempre, talvez, tenha sido meu maior erro.
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